sábado, 16 de maio de 2009


A CASA DO TEMPO PERDIDO.Bati no portão do tempo perdido, ninguém atendeu.Bati segunda vez e mais outra e mais outra.Resposta nenhuma.A casa do tempo perdido está coberta de herapela metade; a outra metade são cinzas.Casa onde não mora ninguém, e eu batendo e chamandopela dor de chamar e não ser escutado.Simplesmente bater. O eco devolveminha ânsia de entreabrir esses paços gelados.A noite e o dia se confundem no esperar,no bater e bater.O tempo perdido certamente não existe.É o casarão vazio e condenado. [Carlos Drummond de Andrade.. ]

Nenhum comentário:

Postar um comentário